Em Tempos de Pandemia, o Resignificado Humano.

Rubens Moscatelli, presidente do Sicon.

Nos narra a historia humana, que desde os primórdios, humanos não conseguem existir sozinhos. Assim foi na pré-história e tem sido ao longo das experiências humanas.
Eu só existo se outro validar essa circunstância. Na medida em que vivemos e convivemos somos submetidos ao coletivo. Em primeiro lugar, na família que nos acolhe e cria laços contínuos nítidos e também invisíveis, mas palpáveis.

A necessidade do coletivo para o humano é idêntica as necessidades biológicas e fisiológicas. Não há como ser diferente, pois certamente caminharíamos rapidamente à extinção de toda a humanidade.

Somos tão dependentes de companhia humana, que vivemos em condomínios, de norte a sul e de leste a oeste. É a melhor e mais fácil forma de progresso.
Contudo, uma coisa é vivermos em condomínios, mais ou menos adensados, outra é cumprir e respeitar regras mínimas que proporcionem o melhor convívio possível.

O físico inglês Isaac Newton formulou três leis, a terceira declara: "nenhum corpo pode ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo".
O agrupamento cada vez mais denso, embora não revogue a Terceira Lei de Newton, anteriormente citada, nos faz refletir, qual seria o motivo de não conseguirmos harmonia nesses mesmos ambientes. Ora, se todos que ocupam suas unidades autônomas têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações, por que razão existe o conflito que tanto presenciamos?

Não é simples qualquer resposta, o que deveríamos perceber, especialmente após a pandemia do COVID-19, é que apenas a integralidade é relevante, ou seja, cada um dos indivíduos complementa o outro.

Acredito que só através da humildade poderemos ver que não somos a resposta, mas fazemos parte dela. Não adiantará nada esse isolamento acreditando que a solução é cada um por si, sem se importar com o outro.

Nosso planeta é um gigantesco condomínio, porém, não escolhemos o síndico e o que estamos observando é que há uma enorme desorganização, cada um corre para um canto e acredita que sua decisão é a correta.
Nesse mundo, onde o poder econômico fala tão alto, independentemente de ideologia, e o resto de nós emparedado pelas verdades a nós lançadas, mas não necessariamente provadas, batemos cabeça, discutimos e aprofundamos nossa confusão.

O dilema humano nesse contexto, na minha visão, é que temos que nos aproximar do outro e ouvir mais do que falar. Estamos num momento de reflexão e aprendizado. E quem não sair dessa pandemia melhor do que entrou, perdeu uma grande oportunidade. Pois, o mundo, esse com certeza estará bem diferente .

Só sobreviverá o que melhor se adaptar a essa nova fase, com tecnologia, distanciamento, mas sobretudo, com a proximidade de pensamentos e ações em favor do coletivo.


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