Não conheço nenhuma situação em que o síndico não seja pressionado a buscar a redução dos custos mensais da massa condominial.

Quando a gestão é séria e transparente, demonstrando aos condôminos os custos efetivos de cada serviço prestado ou posto à disposição deles e dos demais moradores, assim como as obrigações legais impostas ao condomínio, fica evidente a impossibilidade de mágicas.

Obviamente, num mundo perfeito a redução de custos é absolutamente desejável, porém, como diz um adágio popular: "o barato sai caro".

Na verdade a discussão entre preço e valor é muito ampla e além dessa distinção temos que analisar outros fatores para que possamos reconhecer quando temos em um só contexto preço e valor.

Em primeiro lugar, há necessidade de aprofundar no aspecto do conhecimento técnico de quem se dispõe a ser síndico de um condomínio. Devemos perguntar: qual a proposta de trabalho do candidato? Como irá executar a proposta? Tem garantias para cobrir eventuais prejuízos? Qual a reputação do candidato? Se já foi síndico teve suas contas aprovadas?

Dependendo de cada resposta é possível traçar o perfil desejável para cada condomínio, na medida em que, embora as obrigações legais sejam as mesmas, os contextos são diferentes em cada edifício.

Em segundo lugar, ultrapassado o momento da escolha do síndico, há necessidade de que o corpo diretivo, assim como os condôminos sejam fiscais conscientes de suas obrigações e direitos, ou seja, que mantenham controle sobre a gestão, Vale lembrar que o síndico tem muitas responsabilidades, porém deve ser assertivo e competente.

O Código Civil permite que alguns aspectos e poderes de representação do síndico sejam delegados a terceiros, com anuência da assembleia geral, porém sob a responsabilidade dele. Isso pode ocorrer na gestão financeira do condomínio.

Aliás, é nesse âmbito que devemos sempre estar alertas!

Quando se fala em preço logo vislumbramos quanto menos posso pagar por um produto ou serviço. Quando falamos em valor a visão é diametralmente oposta! Valor de um produto ou serviço tem o significado ligado à sua qualidade, ao quanto de satisfação poderá gerar ao seu destinatário.

Para juntarmos os dois conceitos devemos usar o critério da qualidade. Assim, quando formos contratar um prestador de serviços, por exemplo, para administração condominial, há necessidade de observar se a prestação de serviços é igual, ou se tem diferenças vantajosas de um para o outro.

Nesse âmbito será sempre importante que a linguagem das propostas ou orçamentos seja a mais clara possível, e que os casos de serviços excepcionais fiquem em destaque para sua melhor compreensão.
Finalizando, antes de buscar o preço mais barato reflita se o produto ou o serviço são idênticos, para aí então verificar o preço.

Rubens Moscatellli, Presidente do Sicon.

Veja a notícia: 

https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/administradora-some-do-mapa-ap%C3%B3s-ser-acusada-de-golpes-contra-edif%C3%ADcios-de-santos-e-praia-grande-1.113938

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